Terça-feira, Abril 10, 2012

Ossos do ofício.

Há blogues tão fracos, tão fracos...
Se calhar devia pintar-me de cor-de-rosa e vender-me às redes sociais.
Ou não.

Antes de abrires a boca.

Quarta-feira, Março 28, 2012

Saudades e beijos. ;)

Segunda-feira, Março 19, 2012

Lifted.


Antes, receava porque sentia que estava à beira do abismo.
Depois, apesar de o abismo estar a toda a volta, passei a festejar o facto de ter um quinhãozinho de terra sob os meus pés.
Hoje sei que não existe um abismo. :)

Sexta-feira, Março 16, 2012

Conta-me histórias.

Conta-me histórias.
Diz-me coisas.
Faz-me sonhar.
Faz-me estremecer com as palavras.
E dançarei para ti.



P.S. — quiet doesn't cut it.

After all that's said and done

Sílvia feels single.

Para que serve uma melhor amiga?

Para verbalizar exactamente aquilo que pensamos.
Para nos dizer o que queremos ouvir.
Para nos dizer o que NÃO queremos ouvir.
Para lhe contarmos os pormenores mais sórdidos da nossa vida.
Para lhe escutarmos os pormenores mais sórdidos da vida dela.
Para percebermos que não estamos sózinhas no mundo com as nossas ideias de "gaja".
E cenas.

Mais ou menos, pelo meio. Ou talvez não.

Tenho dias em que exijo tudo. Tenho dias em que não exijo nada.
Hoje é um desses dias.

Como se faz?

Devagarinho. Sempre devagarinho. Devagarinho que não é devagarinho, é com o tempo que for preciso. Tempo para que os sentimentos aflorem e discorram e se desvaneçam e fique apenas a razão rendida à intuição. Devagarinho com o pensamento, devagarinho com as expectativas, devagarinho até com a respiração. Devagarinho até estar parado. Até ao momento presente que não sabe, nem quer saber, dos desenvolvimentos futuros.
Estou parada no tempo e gosto. Nem para trás, nem para diante. Fico aqui, à mercê dos elementos, da chuva que não cai, o frio que não refresca, do sol que me resseca o cabelo. Tudo tem uma razão e eu aceito.
O planeta está inclinado, a lua fora do sítio, Vénus e Júpiter agora aparecem juntos no céu sem núvens.
Há muitas coisas a acontecer, cada vez mais rápido, tão rápido que parece que estamos parados. Como o complexo se depura na simplicidade, o movimento conjunto conduz à imobilidade, e todas as horas se reduzem a um momento apenas, no tempo e no espaço. Aqui e agora. Eternamente único.
Devagarinho, devagarinho, vamos ficando por cá.
E eu nunca mais arrumei o meu quarto.

Segunda-feira, Março 12, 2012

"Puto, ser adulto é muito fixe". :)

Não tirámos fotos.

Não, não tirámos fotos. Dou por mim a questionar-me se não deveríamos ter tirado fotos — daquelas que se tiram com máquina. Mas não tirámos e nem sequer nos lembrámos. Tirámos fotos que mais ninguém vai ver, e que jamais perderemos. Tirámos fotos com o coração, com o palato, com a pele, com o olfato, com sorrisos e com o olhar. Trocámos fotos com as palavras, fotos com mais de 20 anos e que hoje se revelaram um grandessímo ANTES tão diferente deste promissor DEPOIS. Não, não tirámos fotos. As impressões ficarão, assim, para sempre, perfeitas.

Sexta-feira, Março 09, 2012

A Silvia Sem Filtro era uma profecia.

E está a começar a realizar-se.
Olá Mundo!!
:)

Until further notice.

Quarta-feira, Março 07, 2012

E, pronto, a vida muda outra vez.

Já estou habituada. Com maior or menor consciência, com uma ajudinha from up above ou talvez não, livro-me de um peso e começo a subir.
Não é uma viagem suave, como nunca é, mas é uma viagem esperançosa. Lá ao fundo, há luz, há risota, há leveza e acredito até mesmo numa bruma que sobe o rio.
Para trás fica uma caverna, com homem e cão acuados, onde nada muda porque as paredes são duras demais.
Tentei, acreditei, pedi, chorei, rezei e consegui.
Agora está tudo bem, mas está diferente.
Uma nova história começa e é fascinante assistir ao voltar das páginas e descobrir o que dizem de novo.
A vida muda outra vez. Deve ser a única coisa que é constante.
:)))

Domingo, Janeiro 08, 2012

Analfabruto.

Só não lês o que está escrito.
Porque, por muito que eu o escrevesse em letras garrafais, tu não o verias, nem lerias, nem sequer repararias que lá está.
Porque estás CEGO DE MEDO.

Eu juro que tento.

Dantes, eu ligava.
Hoje, já não ligo. Mando umas mensagens e espero. Às vezes, recebo resposta, outras vezes, já nem espero.
Não sei o que é feito das amizades, nem se as pessoas ainda sabem o que isso é.

Se eu tivesse uma casa, fazia um bolo e convidava as pessoas para cá virem comê-lo. Provavelmente, o normal é que me diriam que sim, que seria um prazer, mas no dia, ninguém apareceria. Why bother?

Diz-me ele: Detesto domingos à tarde.
Penso eu: Eu também. E moramos perto. Podíamos resolver esse problema muito facilmente.
Um certo domingo à tarde, mando uma mensagem: Bora à praia? Responde por favor.
E respondeu (ao menos isso): Não esperes.

Não, não só não espero como já nem desespero.
Peguei no gene da amizade, naquele que se importa com as pessoas pelas pessoas, que até gosta de conversar, de rir, de se divertir sem ter de ser com álcool, sexo e à noite, e deitei-o fora.
Aqui já não se usa.

Há coisas que nunca mudam.

E outras que não sabemos como queremos que mudem.
Sim, quero ir para casa. Só já não sei onde fica e como será.
Estou aberta a surpresas.

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Só uma coisinha...

QUERO IR PARA CASA!

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

Enfrentando o medo da merda.

Curiosamente, este sempre foi um dos meus maiores receios de cada vez que me imaginava a vivar na minha ilha de sonho, longe da civilização atrofiante, sem tv nem pequenos ou grandes domésticos. Seria só eu, um ou dois vestidos, um par de chinelas, umas meias quentinhas para quando fizesse frio — pés frios é um desconsolo — dois ou três potes de barro, uma barraquinha de madeira, a praia, a selva e os peixes do mar. Isto é tudo muito lindo até chegarmos à parte do saneamento, esse luxo civilizacional que nos livra do que menos apreciamos em nós, mas que nos assiste todos os dias.
Felizmente, existe o engenho humano. Que já tive mais, em tempos.

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

daqui

Um passo de cada vez.

Quando nos pomos a caminho, nunca imaginamos quão longo será esse caminho. Na nossa ideia será sempre curto e breve, mesmo que seja longo e demorado. Queremos a via rápida, o veículo mais rápido, o teletransporte, se possível fosse.
Contudo, o caminho é para se fazer. É para se apreciar, cada pedrinha, cada buraco, cada pingo de chuva e lama, cada flor que quase escapa ao olhar. O caminho, ainda que canse, é feito para descansar, para parar, para pensar. O caminho cresce connosco, muda de direcção connosco. O caminho somos nós que o fazemos.
O caminho tem sempre saída, e ainda que seja de fuga, só nos leva de volta a nós mesmos.
Não devemos evitar encetar o caminho, ainda que tenhamos medo, ou preguiça.
Depois de algum tempo no caminho, mesmo que o corpo doa, que a mente desespere, que os pés fiquem em ferida, tudo passa. Tudo passa. A paisagem passa, os dias passam, as emoções passam, as núvens passam, e o frio e o chão duro abrem alas ao caminhante fortalecido, de pés calejados e alma lavada. Com o sentimento que buscava, o destino lá se aproxima.
E, depois, um novo caminho se abre. Um passo de cada vez.

Quarta-feira, Outubro 12, 2011

Sim, Mestre.

Terça-feira, Outubro 11, 2011

Já não espero coisa nenhuma.

:)

Segunda-feira, Outubro 10, 2011

There is such a thing as
TOO MUCH INFORMATION

Sábado, Outubro 08, 2011

Discordar é divertido.

Correcção: Discordar é proibido, inconveniente, petulante, um absoluto suicídio social.

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

Pensa no futuro, age no Agora.
O que colherás no futuro é o que plantares agora.
Confia.
Primeiro, Fé.
Depois, Amor.
O Resto virá naturalmente.

Quinta-feira, Outubro 06, 2011

A senhora da vaca fria.

— "O que vejo aqui é que vai aparecer uma pessoa na tua vida..."
— Na minha!? Não será antes na dele? (a minha intuição é um bicho!)
— "O que aqui está é que é na tua, minha querida. Mas olha que é uma coisa kármica".
 Não faz sentido, pensei.  Aguardemos.


***

— "Tens de ter cuidado com essas pessoas que não sabem bem o que estão a fazer e dizem o que não têm de dizer. A informação vem muitas vezes encriptada ou a contrário. Aquilo que parece, nem sempre é. Tem cuidado."
Faz sentido, pensei.


***


— "Já lá vamos à vaca fria."
Eureka!!


***
Apareceu mesmo.
Foi na vida dele. E foi na minha. Mas que grande surpresa!
Agora é pegar pelos cornos ou deixar para a próxima vez.

Em processo...

Rolling in the deep...

Fugir é fácil.























O difícil é enfrentar a tempestade.
Ou morremos já aqui ou vivemos como nunca dantes fizémos.

Domingo, Outubro 02, 2011

Toca.

Quando chego aqui, o mundo fica lá fora. Quando chego aqui, sinto que entrei na toca. Aqui ninguém me magoa, e quem me magoa não entra. Foi para aqui que fugi quando alguém me magoou, e sempre que me volta a magoar, é quando chego aqui que sinto o alívio.
Primeiro foram 3 meses, depois uma semana, a seguir 3 dias. Agora, é o tempo de chegar a casa.
Um dia, mais ninguém me magoará por isso não irei mais precisar disto aqui. Nesse dia, não terei medo de sair. Nesse dia, voltarei a sentir a confiança imensa que sempre tive. E a coragem.
Um dia. Em breve.

o que é teu à tua mão virá ter.

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

HE LOVES YOU NOT

Bem te quer, bem te queria... mas não te ama.

Aquilo que me apetece.

Aquilo que me apetece é ir embora.
É deixar de ser julgada por me ir embora. Porque ir embora não exclui voltar, não exclui mudar de ideia, não exclui mudar o destino a meio do caminho.
Aquilo que me apetece é ser livre. Dentro e fora da minha cabeça. Ir, vir, falar e pensar. E não ser condenada de cada vez que abro a boca, e não ser mal-interpretada de cada vez que a inflexão de voz não é perfeita ou que as palavras politicamente correctas tenham sido omitidas.
Aquilo que me apetece é ser lida sem esforço. Nem preconceito, sem traumas que não sejam os meus, sem histórias do antigamente a iluminar — ou sombrear — a história que ainda está para nascer.
Aquilo que me apetece é dizer 'sê', 'faz', 'quero', 'vai', 'vamos', sem ter de dizer 'por favor', 'desculpa' e 'obrigada' só para apaziguar a ânsia de julgamento alheio.
Aquilo que me apetece é ser eu mesma. Sem tirar nem pôr.

Quarta-feira, Setembro 14, 2011

Já voltava para lá.



















...para o meu sítio seguro. Até porque já não tenho planos para o futuro.

Terça-feira, Setembro 13, 2011

Eu não estou em guerra



















mas quanto mais dou, mais levo.

Segunda-feira, Setembro 12, 2011

Bateu mesmo agora...

Tenho saudades de escrever...

Sexta-feira, Setembro 09, 2011

Aqui, ali ou acolá

Pensamento recorrente, onde quer que me encontre: ah e tal, eu não sou de cá...

Sexta-feira, Agosto 26, 2011

Bangok to Bali...

Estou demasiado cansada para escrever, mas tenho uma hora para gastar, e porque ainda eh de madrugada em Portugal e ninguem esta no chat, aqui vai disto.
Bankok to Bali. Via Intrepid, sem mapas, sem planeamento, com um orcamento curto e estouravel, sem nocao das taxas de cambio. Enquanto isto, dizem-me que Portugal arde, nas florestas e nas carteiras. Nao faz mal, mesmo a 10.500kms de distancia, continuo portuguesa e queimo dinheiro como se nao houvesse um depois de amanha em Portugal.

Porque foi que vim nesta viagem?
Porque, tendo terminado com B. nao conseguia imaginar passar um Agosto em Portugal a olhar para a Praia de Santo Amaro ou, em alternativa, Matosinhos.
Porque tinha a cabeca, o espirito e a estamina feitas em agua e nao valia a pena ter-me por perto. Alias, qualquer tentativa de me reter, teria, muito provavelmente, resultado em evasao total.
Porque eu sonhava vir a Bali com o B, mas nao havendo B. na equacao, ainda sobravamos eu e Bali. E porque eu mereco. E porque assim o dizia o meu mapa astral para 2011.

E, entao, estou a gostar?
Entao, estou a gostar....-me.
Acima de tudo, eu estava um farrapo da pessoa que um dia havia sido. Demasiado tempo em clausura, nao faz o monge (muito menos a freira) faz o vegetal...o bolor.
Nao estudei os destinos, nao comprei mapas, mal dediquei 5 minutos aos manuais da viagem que os guias me ofereceram. Embarquei e deixei-me ir. Era o que Deus quisesse. Ou Alah.Ou Buda. Ou Brahma. Ou todos.
Hoje, 28 dias depois, tal qual as fases da Lua, os ciclos de fertilidade da mulher e o calendario Maia, renasci. Sinto-me de volta a mim mesma, sinto-me livre, forte e com vontade para fazer coisas. Com vontade para voltar a ser a chata insuportavel de sempre, mas agora com mais charme e diplomacia. Ja me apetece trabalhar outra vez (para pagar a proxima viagem), ja ate gosto de Lisboa, e voltei a imaginar o meu futuro.

Se estou a gostar da viagem entre Bankok e Bali?
Isso sao outros quinhentos: quatro paises, quatro moedas diferentes, dezenas de hoteis, 25 novos conhecidos para o facebook (pelo menos ate partilharem as fotos), 20 quilos 'as costas, muito nasi goreng (arroz frito) e nenhuma diarreia. Um sucesso, portanto.
A Tailandia... quero la voltar, durante um mes. E quero fazer mais 53 massagens taiulandesas e de refexologia e o mais que houver, dos pes ah cabeca, por favor, sim. Por serem budistas, os tailandeses vivem de bem com a vida e isso sente-se na energia, no ar, nos sorrisos e na descontracao das gentes.
Malasia... qual Malasia? Ah, as Torres Petronas, porque tudo o resto foi China Town, Little India, e batik. Malasios nem ve-los, soh mesmo na beira da estrada, entre cidades. Valeu por Malacca, mas, la esta, nohs portugueses sabemos sempre escolher o melhor para que, depois, venham os outros (neste caso, os holandeses) e no-lo arrematem. A Malasia eh um pais obcecado com a riqueza e a identidade nacional. Querem ser o "Numero Um" da Asia, por isso se chamam Malaysia, e os seus habitantes, malasios e nao malaios (excepto em portugues), porque nao querem ser confundidos com o povo dos Hilamalaias, mas querem ser "malasians, THE asians, "
Maioritariamente islamica, e em pleno mes do ramadao, na Malsia sente-se a azia no ar. E a poluicao. Claro que alguma da culpa desta percepcao tem a ver com o itinerario da Intrepid que nos ofereceu 3 cidades seguidas: Georgetown (Penang), Kuala Lumpur, e (felizmente) Malaca.
Singapura... podia la viver. Passei duas vezes em frente ah Maccann, mas sendo que estou de ferias, de ferias permaneci.
Indonesia, que tao ma fama tem em Portugal, excepto quando se pronuncia 'Bali'.
Comecamos pela ilha de Java. Eh rude. Eh muito rude do campo, rudimentar, pobre, e baratissima, porque, afinal, nao eh Bali. Mas eh encantadora em todo o seu charme de aldeias de bambu, onde o coco eh pau para toda a colher. Do norte, ao oeste e depois atravessando para o leste da ilha, entre campos de arroz e pura selva, estradas esburacadas ou cheias de curvas e motorizadas, la fomos apreciando a paisagem em contra-mao, uma vez com um pneu furado, outra vez com uma carrinha que mal conseguia subir a ladeira. No monte Borum, vislumbramos a superficie da Lua, ou de como seria a Terra de um destes grandes vulcoes javaneses se lembrasse de estourar em toda a sua plenitude. Vamos desejar que nao, e deixar muitas oferendas aos deuses hindus que inspiram o povo de Java. Depois viemos para a praia. Agua ah temperatura de sopa, massagens na praia e bakso de fazer saltar os olhos de tao picante, quanto saborosa. Muitos batiks, sarongs, e pulseirinhas depois, embarcamos para Bali.

E Bali?
Bali foi o remate perfeito. A amostra que me faz querer ca voltar e mais nao digo porque tenho, outra vez, planos para o futuro.

O grupo?
Vivam os Portugueses, porque os anglo-saxonicos so teem mesmo muita graca na BBC. Depois de uns dias, cansam-nos a beleza de tao ingleso-umbiguistas que sao, que nem olham para a Natureza que tem ah volta, nao os conectam com os locais, muito menos a cultura, remetendo-se a hidratar os escaldoes com Bintang, sempre que falta a Guiness ou a Heineken.
Portugal, volta que estas aperdoado. Ou melhor, deixa-te estar, que ja ai vou dar-te o arroz.

E qual eh a primeira refeicao que me apetece quando voltar?
Bolinhos de bacalhau com arroz CAROLINO de tomate, por favor.

:)

Quinta-feira, Agosto 11, 2011

Dedicado ahqueles que por aqui ainda passam.

Antes de mais, perdoem-me a falta de acentos. Estou a escrever num computador malaio, que nao tem acentos, tis nem cedilhas.
Agora sim, queria agradecer a quem por ainda aqui passa a persistencia e a recordacao de ainda passar por aqui, mesmo que a vontade e o habito de escrever jah se tenham esgotado. Pode ser que volte mas, lah estah, tera de ser natural.
Obrigada e ateh um proximo post.

Silvia.























Sexta-feira, Julho 08, 2011

Com mais lições que o meu blogue.

Segunda-feira, Julho 04, 2011

O tédio entedia-me.

Confesso. Apetece-me acelerar. Estive demasiado tempo demasiado parada. De repente, todos os rostos me parecem cansados e todos os olhares demasiado vazios. Preciso de vida, preciso de ver e sentir o brilho de algo novo, certo, pleno, imenso e vibrante. Estou entediada. De novo.

Sábado, Julho 02, 2011

E eis que ela me disse:

— Miúda, esta noite é para fazer reset.

… foi o que aconteceu. Reset. Reboot. Restart.

Sexta-feira, Julho 01, 2011

Pronto, foi um sonho mau.


















Já passou.

Aviso de amiga.

Como é que se diz à pessoa de quem se gosta e com quem nos preocupamos e de quem fomos vítimas, que ela precisa de aconselhamento psicológico? A quem é que se diz? À mãe que já nos esconjurou? ao melhor amigo que nos evita? Quem é que se avisa, antes que algo mais grave aconteça? Quem é que nos escuta?

Quinta-feira, Junho 30, 2011

Uma tremenda injustiça.

São pequenos sinais, quase imperceptíveis a princípio, mas que logo te lançam um aviso de que aquilo se vai complicar com o tempo.
O dormir às escuras ou com a janela aberta, o ler na cama que incomoda o outro. O gostar de estar em casa quando o outro nunca pára. O ter sido amigo e confidente e ver essas confidências atiradas à cara na primeira discussão conjugal. É o sentir que se está no sítio errado a tentar fazer as coisas certas. O não ter liberdade de ir a casa, quando a casa fica a 300kms e não a 50 metros. É o achar que é com os estranhos que se faz cerimónia, mas afinal não é. É o estar de coração aberto e sentir que isso não está a ser suficiente ou percepcionado como tal pelo outro. É o ter a intuição de que o outro nos olha, mas não nos vê. É o ter a certeza de que aquele palco jamais será a tua casa. É o sentir, que por baixo de todas as ilusões, todos os traumas anteriores, todos os desacertos, existe uma boa vontade que deveria ser resgatada. É o saber que, quando mais nada importa, quando o cenário é neutro, quando uma alma encontra a outra e o mundo não manda nada, tudo corre bem.
Vivo entre dois mundos. Aquele que era e aquele em que se tornou. E não tinha de ser assim.
É uma tremenda injustiça.
Valha-me a consciência tranquila de que não fiz nada de errado. Nunca menti, nunca enganei, nunca desrespeitei. Fiz o que soube (mesmo que desajeitadamente) de coração aberto e confiante. Levei por tabela.
Hei-de me curar. Mas apetecia-me desencarnar deste mundo em que os estúpidos parece que reinam. E começar de novo. Noutro lugar.

Gayatri Mantra - para todos os dias

 
 Om Bhur Bhuvah Svaha
Tat Savitur Vare nyam
Bhargo Deva sya Dhimahi
Dhiyo Yo Nah Pracho dayat


Frágil.

Quarta-feira, Junho 29, 2011

Eu nasci assim...